terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O primeiro caso de alergia-alimentar na família

Minha sobrinha aos 5 meses de vida, quando iniciou a introdução de alimentos, começou a manifestar reações variadas - rinite, diarreia, distensão abdominal, perda de peso, assaduras... Na verdade, aos 3 meses começamos a perceber que havia uma associação de alguns desses sintomas com os alimentos que a mãe consumia - com ela ainda em aleitamento materno exclusivo - assim, a mãe iniciou uma dieta com muitas restrições. Com as tentativas de introdução de novos alimentos fomos cada vez mais restringindo a dieta - ao ponto dela usar apenas neocate e comer apenas frutas não cítricas e batata, chuchu e abobora. Não podia nem trigo, nem ovo. Mas ainda assim tentávamos algumas receitas - minha irmã conseguiu em um site em inglês algumas receitas com neocate, mas não eram muito gostosas e com as restrições dela, que não podia levar nem trigo nem ovo, ficavam duras logo. Testamos em um laboratório o teor proteico após o bolo, pão e biscoito assado de receitas com neocate para ver se valia a pena o custo - sobrava cerca de 50% - minha irmã achou que valia a pena para dar a opção dela comer biscoito, pão e bolo como as outras crianças. Minha irmã sempre quis oferecer mais opções de comidas e guloseimas para a filha e buscou diversas receitas que chegassem próximas no sabor e no visual dos alimentos comuns. Todos acham interessante que sempre que ela entra em uma padaria ela diz "mãe faz um igual a esse para mim " então ela tentava ao máximo adaptar receitas - todos que provam gostam muito (depois já não leva mais neocate, e já pode usar trigo e ovo,o que facilitou muito). Os coleguinhas e primos (na verdade a família toda comia achando muito bom). Hoje, a Iara com 7 anos fez um tratamento de dessensibilização e já não apresenta mais a alergia alimentar. E sempre que pode está tomando sorvete e picolé.

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